O carro dá problema e, em uma semana, a pessoa assina um financiamento de 48 meses. O aluguel sobe de novo e o casal aceita um contrato de 30 anos em que o imóvel de R$ 500 mil vai custar quase o dobro. O empresário engaveta a expansão pelo terceiro ano seguido, porque o capital de giro está caro demais.
Nos três casos, a decisão foi tomada sob pressão. E decisão patrimonial sob pressão tem um preço com nome: o Imposto da Pressa. São os juros, cobrados de quem precisa do dinheiro agora, e eles não engordam o seu patrimônio. Engordam o de quem emprestou.
O sistema foi desenhado assim. Banco não ganha quando você planeja; ganha quando você tem pressa. Por isso o crédito imediato vive pré-aprovado no seu aplicativo, e ninguém aparece para te oferecer um plano.
A diferença entre quem paga esse imposto a vida inteira e quem constrói patrimônio raramente é renda. É método.